07/11/2018

As Ninféias de Claude Monet


Na sua residência em Giverny na Alta Normandia francesa, Claude Monet cuidou pessoalmente de todo o planejamento do seu famoso jardim. De acordo com as ideias de Monet, as formas e as cores das plantas transformaram-se numa obra prima.
Monet criou o seu universo de cores, em busca de contrastes, que seu olhar captava através da luz.

A cada repetição acrescentava um novo efeito à sua pintura, no entrosamento perfeito entre a luz e as cores.
Entre os tantos quadros que Monet pintou tendo o seu jardim como modelo favorito, destaca-se as Ninféias ou Nenúfares, flores aquáticas, em diferentes cores suaves que enfeitam, até hoje, o lago do jardim.

“Todos discutem minha arte e fingem compreender, como se fosse necessário compreendê-la, quando é simplesmente necesssário amar.” – Claude Monet


Em 1883, Monet decide morar numa pequena propriedade campestre em Giverny, no departamento de Eure, Alta Normandia.  Ali, ele cria um “ jardim d’água” (“jardin d’eau“) cujas ninfeias, íris e chorões irão se tornar conhecidos mundialmente graças às  pinturas que faz, a partir de 1885.

A partir de 1897, Monet idealiza um projeto de um amplo conjunto decorativo, fundindo o movimento impressionista com suas criações em seu ”jardim d’água“. Em 1918 ele doa ao governo francês o conjunto da série das Ninfeias em agradecimento aos sacrifícios feitos pela pátria francesa durante a guerra. Para abrigar o conjunto, o museu de Orangerie sofre profunda transformação, adaptando-o para que as obras sejam admiradas em seu total esplendor.

Fonte: História da Arte, Revista Prosa, verso e arte.