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12/04/2019

efusiva


Pelos barulhos desprovidos de juízo
um lamento se converte em serenidade
e os sussurros inquietantes do mistério
rodeiam livres em cadeias de complexidade.
Perpetuo nas palavras a solitude amiga
rarefeita de ilusões que ofuscam o equilíbrio
e, por entre agonias de dúvida sem destino
a normalidade se encontra em um deserto sideral
Mas quem sois, viajante aflita?
Integrante de estatísticas insensitivas
ou revolucionária de vazios incompreendidos?

Perturbada por sensações em labirintos de vidro
a faísca das retinas acendem para o novo mundo
e, silenciosa, na ingenuidade do crescimento 
me desprendo de despretensiosos carnavais.

(em desespero, aconchego-me em utopias descomunais)

13/07/2018

nas intensidades do mar - amanda almeida


Em uma noite de dezembro de 2017, escrevi alguns poeminhas rapidamente sobre momentos que passei junto ao mar. Lembrei-me de algumas memórias interessantes e filosóficas e tentei expressá-las em poesias simbólicas e um pouco misteriosas, com palavras cuja timidez ainda é pura. Mostrei para duas pessoas, fiquei com vergonha de compartilhar, mas resolvi deixar registrado aqui no Imaginantes.
Todos os momentos singulares no qual escrevi, eles possuem uma particularidade que acabei transformando em poema, podendo envolver solitude, céu, fortes emoções, dúvidas, pensamentos, filosofia e outros detalhes que foram essenciais para serem inesqueciveis. 

Você encontrará poesias que foram escritas freneticamente enquanto a mente não parava quieta e os dedos não se calavam por um segundo. Uma palavra atrás da outra surgia repentinamente. As memórias tagarelavam querendo se manifestar a todo instante. São apenas 7 poeminhas ^^




06/06/2018

ciclo solitário

Sou como neblina passageira
viajante por entre mundos
transparente, indecisa ao pertencer

Vago sem rumos, conhecendo o desconhecido
Desentendida de lares rotineiros
e subentendida por vorazes utopias

Observadora feito olhar de águia
guardo em mim os segredos dos detalhes
frágeis, tímidos, ruídos despercebidos
Sou o frescor que abriga tua tez.

Por segundos, te conheço
Depois...
Sobra-me lembranças
de momentos intangíveis.

3/6/2018 - 12:27

31/05/2018

medianeras


na cidade caótica
contemporânea e limitada
entre suicídios juvenis
egos perdidos e
fumaça tóxica de
impossibilidades...

PASSO 1
encontrar beleza onde não existe.

(o relativismo da
existência entra
em conflito com
o sistemático
padrão
de "invalores".)

PASSO 2
preservar as flores do concreto

na escuridão que
esconde as constelações
o sopro da vida
exalta a tímida
pureza de
rebeldes sonhadores.

poesia rotineira (inspiração: filme medianeras)

10/03/2018

um minuto sem sentido


nuvens em explosão que
esvai meus delírios
de alma carregada
por excesso de exaustão.

viajante que caminha
despercebida pelos olhares
e se emociona por cada detalhe
de tempestuosas metaforas

sou essa borboleta que se atira ao infinito
ignorante diante das admirações
feita de dúvidas e pensamentos que iluminam
as asas de presas emoções

desculpa, não percebo a juventude
de amores que sangram o peito
sou semente de outros mundos
que se esconde na poesia sem jeito.

04/03/2018

[autoconhecimento]


Há cidades acesas na distância,
Magnéticas e fundas como luas,
Descampados em flor e negras ruas
Cheias de exaltação e ressonância.

Há cidades acesas cujo lume
Destrói a insegurança dos meus passos,
E o anjo do real abre os seus braços
Em nardos que me matam de perfume.

E eu tenho de partir para saber
Quem sou, vislumbrar o nome
Do profundo existir que me consome
Neste país de névoa e de não-ser.