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23/09/2018

Qing Jing Ching - Tratado da Clareza e da Quietude

O Qing Jing Ching é uma obra clássica Taoísta, anônima e escrita provavelmente no século IX, durante a Dinastia Tang (618-907 d.c.). A obra é curta e combina alguns ensinamentos deixados por Lao-Tzu em seu aclamado livro Tao Te Ching com alguns ensinamentos do Sutra do Coração, importante obra do Budismo Mahayana. Um conhecedor das duas obras, notará, claramente e sem dificuldades as referências do texto a tais obras. Esse tratado indica o caminho do Tao, da união com o absoluto, imutável e imanifesto – a iluminação. A palavra Ching (經) significa, livro ou tratado; Qing (清) significa clareza, pureza e Jing (靜) significa quietude, não movimento, tranquilidade ou calma. Desta maneira, Qing Jing Ching (清靜經) é traduzido como Tratado da Clareza e da Quietude. Outras opções de tradução são: Tratado da Transparência e da Quietude, Clássico da Pureza e da Tranquilidade, Sutra da Pureza e da Quietude, entre outros.

20/06/2018

Budismo - A vida do Buda

Trecho retirado do livro: O Livro das Religiões


A VIDA DO BUDA 
O fundador do budismo foi o filho de um rajá, Sidarta Gautama (560-480 a.C.), que viveu no Nordeste da Índia. Sobre sua vida há várias histórias, mais ou menos lendárias, mas os pontos de maior destaque são os seguintes:

O PRÍNCIPE SIDARTA 
O príncipe Sidarta cresceu no seio da fortuna e do luxo. O rajá ouvira uma profecia de que seu filho ou se tornaria um poderoso governante ou tomaria o caminho oposto e abandonaria o mundo por completo. Esta última opção aconteceria se lhe fosse permitido testemunhar as carências e o sofrimento do mundo. Para evitar que isso ocorresse, o rajá tentou proteger o filho contra o mundo que ficava além das muralhas do palácio, ao mesmo tempo que o cercava de delícias e diversões. Ainda jovem, Sidarta se casou com sua prima e mantinha também um harém de lindas dançarinas.

A VIRADA 
Aos 29 anos Sidarta experimentou algo que haveria de ser o ponto crucial de sua vida. Apesar da proibição do pai, ele se arriscou a sair do palácio e viu, pela primeira vez, um velho, um homem doente e um cadáver em decomposição. Entretanto, depois dessas impressões desanimadoras, avistou um asceta com a expressão radiante de alegria. Percebeu então que uma vida de riqueza e prazer é uma existência vazia e sem sentido. E se perguntou: haverá alguma coisa que transcenda a velhice, a doença e a morte? Sidarta também se sentiu tomado por uma grande compaixão pela humanidade e um chamado para livrá-la do sofrimento. Imerso em pensamentos, voltou ao palácio e na mesma noite renunciou à sua agradável vida de príncipe. Sem se despedir, abandonou esposa e filho, e partiu para uma vida de andarilho.

A ILUMINAÇÃO 

As narrativas relatam que Sidarta, depois de uma vida de abundância, passou para o extremo oposto: os exercícios ascéticos. Obrigou-se a comer cada vez menos, até que finalmente, segundo a lenda, conseguia sobreviver com um único grão de arroz por dia. Dessa maneira ele esperava dominar o sofrimento; mas nem os exercícios de ascetismo nem a ioga lhe deram o que procurava. Assim, ele adotou o "caminho do meio", buscando a salvação por meio da meditação. E, aos 35 anos, após seis anos de vida ascética, alcançou a iluminação (bodhi), enquanto estava sentado em meditação sob uma figueira, à margem de um afluente do rio Ganges.


Sidarta agora se transformara num buda, ou seja, um "iluminado": alcançou a percepção de que todo o sofrimento do mundo é causado pelo desejo. É apenas suprimindo o desejo que podemos escapar de outras encarnações. Durante sete dias e sete noites o Buda ficou sentado debaixo de sua árvore da iluminação. Ganhou dessa forma a compreensão de uma realidade que não é transitória, uma realidade absoluta acima do tempo e do espaço. No budismo isso se chama nirvana. Ao dominar seu desejo de viver, que antes o atava à existência, o Buda parou de produzir carma e, portanto, não estava mais sujeito à lei do renascimento. Conseguira alcançar a salvação para si mesmo, e o caminho estava aberto para abandonar o mundo e entrar no nirvana final. O deus Brahma, porém, instou com ele para que difundisse seus ensinamentos. E então, mais uma vez, o Buda sentiu compaixão pelos outros seres humanos e por todos os seres vivos.
Ele "contemplou o mundo com um olhar de Buda" e decidiu "abrir o portão da eternidade" para aqueles que o quisessem ouvir. O Buda decidira se tornar um guia dos seres humanos.

BUDA E SEUS DISCIPULOS 
Buda seguiu então para Benares, que já naquela época era um centro religioso. Ali deu sua primeira palestra — o famoso sermão de Benares, que contém os elementos mais importantes de seus ensinamentos. As "rodas da instrução" tinham sido postas em movimento. Diversos monges mendigos seguiam Buda, e durante mais de quarenta anos ele e seus discípulos vagaram pela região nordeste da Índia. Desde o início os seguidores de Buda se dividiram em dois grupos, os leigos e os monges, cada um com seus próprios deveres. Quando Buda tinha por volta de oitenta anos, de repente adoeceu e decidiu se despedir dos discípulos. Antes de morrer, voltou-se para o triste rebanho dos discípulos a seu redor e disse: "Talvez alguns de vós estejam pensando: 'As palavras do mestre pertencem ao passado, não temos mais mestre'. Mas não é assim que deveis ver as coisas. O darma (instrução) que vos dei deve ser o vosso mestre depois que eu partir".

14/02/2018

A morte é como uma nuvem no céu | Thich Nhat Hanh

"É como uma nuvem no céu. Quando a nuvem não está mais no céu, isso não significa que a nuvem morreu. A nuvem continua em outras formas, como a chuva, neve ou gelo. Assim, você pode reconhecer a sua nuvem em suas novas formas.
Se você gosta muito de uma bela nuvem e sua nuvem não está mais lá, você não deve ficar triste. Sua nuvem amada pode ter se transformado em chuva convidando você: "Querida, querida. Não me vê em minha nova forma?" E então você não vai ficar impressionado com o sofrimento e desespero. Seu amado continuará sempre.  Meditação ajuda a reconhecer sua presença contínua em novas formas. E a nossa natureza é a natureza do nenhum nascimento e nenhuma morte ... a natureza de uma nuvem também. A nuvem nunca pode morrer. Uma nuvem pode se tornar neve ou granizo ... ou chuva. Mas é impossível que uma nuvem passe de ser para não-ser. E isso é verdade com o seu amado. Ela não morreu. Ela é prolongada em muitas novas formas. E você pode olhar profundamente e reconhecer-se em você e ao seu redor."

Hoje tive um sonho especial contigo
há tanto tempo que não te encontro
por entre essas dimensões.
Tu, me disseste que ainda esta vivo.
Que ainda vive, até mais do que neste mundo material.
E eu, todos nós, ficamos felizes por tu ser como nuvem
e marcar presença depois de anos em meus sonhos.
Um dia, terei outra forma, assim como tu
e viajaremos por ai apenas com nossas energias
vivendo a Verdade na irmandade que temos.

Meu jovem audacioso que é feito adrenalina
nos encontraremos em breve.

29/07/2017

Conheça mais a flor de lótus!

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Amo a flor de lótus e a acho incrivelmente linda. Portanto, esta postagem vai falar bastante sobre essa flor que é tão significativa em vários lugares do mundo e é uma das mais lindas e notáveis criações na natureza. Sua beleza vem de sua pureza, pois essa magnífica flor surge do fundo sujo e lamacento de uma lagoa, crescendo com resistência e mostrando toda a sua intocável beleza em meio a um ambiente natural.
A flor-de-lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente). 
No oriente, a flor de lótus significa pureza espiritual. 
No simbolismo budista, o significado mais importante da flor de lótus é pureza do corpo e alma. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais, e a flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual. Segundo o budismo, este é o caminho para atingir a iluminação espiritual.
Embora a flor tenha suas raízes na lama, ela cresce direcionada para a luz. Acredita-se que ela representa a aspiração de crescer, mudar e mover-se em direção à luz. A flor de lótus, portanto, simboliza a jornada da escuridão (representada na lama) para o conhecimento e a sabedoria, representadas pela luz.

21/07/2017

Amor romântico e amor genuíno - Jetsunma Tenzin Palmo


[Ative a legenda no canto inferior direito do vídeo]
''O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego. Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos em nossas relações demonstram que amamos, quando na verdade, é só apego que nos causa dor. Porque quanto mais nos agarramos, mais temos medo de perder. E então se nós, de fato, perdermos, vamos sofrer. 
O que eu quero dizer é que o amor genuíno é... 
Bem, o apego diz: ''Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.'' 
E o amor genuíno diz: ''Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade.'' 
É portanto um sentimento bem diferente. Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força. Quanto mais agarramos o outro com força, mais nós sofremos, porém é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque eles pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro. Mas não é isso. 
Elas realmente estão apenas tentando prender algo porque elas tem medo de que se não for assim, elas é que acabarão se ferindo. Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro será certamente muito complicado.
Quero dizer que, idealmente, as pessoas deveriam se unir já se sentindo preenchidas por si mesmas e ficarem juntas apenas para apreciar isso no outro, em vez de esperar que o outro supra essa sensação de bem estar que elas não tem sozinhas. E isso gera muitos problemas. E isso junto com toda a projeção que vem do romance, em que projetamos nossas idéias, ideais, desejos, e fantasias românticas sobre o outro, algo que ele nunca será capaz de corresponder. Assim que começamos a conhecê-lo, reconhecemos que o outro não é o príncipe encantado ou a Cinderela. É apenas uma pessoa comum, também lutando. E a menos que sejamos capazes de enxergá-las, de gostar delas, e de sentir desejo por elas e também ter bondade amorosa e compaixão, será um relacionamento muito difícil.''
"Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria SOLIDÃO, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, é necessário ser um." -Fernando Pessoa

30/06/2017

Passage to Buddha (1993)



Um menino chora por causa da morte de seu pai, e começa uma busca para encontrar sua mãe. Ele encontra muitas pessoas no caminho que citam preceitos budistas: um monge excêntrico, uma menina que está crescendo para se tornar uma jovem mulher, um preso, um médico desbocado e o jovem filho de um astrônomo bêbado. 
Cada um deles diz ao menino para procurar alguém que possa ajudá-lo a encontrar a verdade e sua mãe. Um moderno desdobramento do Avatamsaka Sutra, sua odisséia espiritual leva-o a encontrar com pessoas estranhas e, eventualmente, com a essência do budismo.


Achei o filme muito bom! E tem uma parte legal do diálogo entre o menino e sua mãe, isto é, Sabedoria prajña. O Sutra Maha Prajnaparamita diz que “prajña é a mãe de todos os Budas”.

-Por que apareceu agora?
- O que quer dizer com agora? Não, estive sempre com você.
- Não, mãe.
- Eu estava sempre perto de você de muitas formas. Sou a mãe de todo sattva, todo bodhisattva, cada Buddha.

Todas as coisas inferiores tornam-se oceano e o céu cai sobre elas.
Não há nada que esteja sozinho neste mundo
Parece que o mundo é triste por causa do dinheiro.
O mundo se torna um mundo quando o eu nega a si mesmo